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69 anos depois, os palestinianos guardam ainda a chave das casas que foram forçados a abandonar

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Em 1948, cerca de 700,000 palestinianos fugiram ou foram expulsos das suas terras. Israel, para os palestinianos um “estado colonizador”, vinha ocupando parcelas de terreno que pertenciam à Palestina histórica, exigindo para si que esta fosse a sua casa, o seu país.

O conflito entre Israel e Palestina dura há quase 100 anos e ainda hoje, passados 69 desde a Nakba - o exílio de 700,000 palestinianos em 1948 - a maioria das famílias palestinianas refugiadas guardam consigo a chave das suas casas. “É o símbolo do regresso dos palestinianos.”, diz-nos a Shahd Wadi, doutorada em Estudos Feministas.

Contudo, o regresso a casa parece hoje mais difícil do que nunca, e o número de palestinianos refugiados vem acumulando histórias de vida com o passar do tempo. Em 2015, segundo a ONU, existiam 5 milhões de refugiados palestinianos.

A Shahd é palestiniana, apesar de ter nascido no Egipto e vivido toda a sua infância na Jordânia. “Cada palestiniano diz ao filho que é palestiniano.”. Caso contrário, parte do seu povo desapareceria.

Neste episódio, conversámos com ela sobre a história da Palestina e da criação do Estado de Israel e de como a família da Shahd a acompanhou. Conversámos também sobre como é hoje viver na Palestina, sobre qual deveria ser a resposta da comunidade internacional, sobre o papel da luta feminista dentro da luta palestiniana, e também sobre os presos palestinianos encarcerados em celas israelitas.

Oiçam aqui este novo episódio.

Até já,
Ricardo Ribeiro.

Créditos para a imagem: Reuters

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